quinta-feira, 19 de abril de 2012

NOVO SUCESSO DO MÚSICO-CANTOR LACO BASSUALDI

O Cantor canoense Laco Bassualdi, que já lançou 11 CDs com grande sucesso, está agora se apresentando em bares e restaurantes com um novo repertório, onde se destaca a música de trabalho "Telhado de Vidro". Um belo trabalho com excelente interpretação do Laco, que se acompanha ao violão.
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Assim, Laco Bassualdi completa mais de duas décadas cantando nos mais diferentes e prestigiados locais do Rio Grande do Sul. Vale apena curtir e prestigiar o seu show desse grande intérprete da MPB.

Coleção de 11 CD do Músico-Cantor LACO BASSUALDI

Não é à toa que Laco vem se consagrando no cenário musical gaúcho, onde já com 11 CDs gravados e já lançados, onde mostra toda a sua versatilidade interpretativa e musical.
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sábado, 26 de março de 2011

"No Tempo da Cuba-Libre": Um livro prá resgatar os valores canoenses

O livro "No Tempo da Cuba-Libre", de autoria de Francisco Antonio Pagot (Xico Júnior) resgata a história da música e dos músicos de Canoas desde os anos 50 até os 80, num trabalho exclusivo e inédito.
A música tem sido uma das melhores companhias e forma de relembranças na vida de qualquer pessoa. E, quiçá, mais acentuadamente os românticos dos nostálgicos anos dourados, diamantinos e setentinos, quando a televisão dava seus primeiros passos com a grande parte dos programas ainda ao vivo, pois não havia a tecnologia do vídeotape. Enquanto isso, o rádio mandava e comandava os milhões de ouvintes de todo o Brasil. E era através das emissoras de rádios que se ficava sabendo das notícias tanto no Brasil como no mundo, especialmente através do programa "Repórter Esso", cujo início foi na Rádio Farroupilha com a locução inconfundível de Ruy Figueira, e depois muito imitada, inclusive por Eron Domingues.

Assim era com as músicas então mais românticas, mais dançantes, quando despontavam orquestras famosas como Ray Connif, Paul Murriat, Herb Alpert & Tijuana Brass, ... E aqui no Sul pela Orquestra de Salvador Campanella, o Conjunto Melódico de Norberto Baldauf que tinha como crooner o grande intérprete Edgar Pozzer, entre outros grupos musicais. Tudo se sabia e se ouvia, fundamentalmente, através das ondas médias e curtas das rádios AM.

Em Canoas, como de resto em todas as cidades do Brasil, sugiam valores musicais de expressivo talento. Assim, nos anos 50, o canoense Edu Rocha formava a "Orquestra Tabajara" que se apresentava pela Rádio Continental. Em 1958 surgia, quase que paralelamente, os grupos "OF e Seu Conjunto", pontificado por Paulo Osni Finger, e o "Conjunto Monte Carlo", comandado por seu primo José Carlos Dillemburg (o Escovão). Dois anos depois, em 1960, resolveram fundir os dois grupos e nascia o Show Musical Caravelle, que acabou se tornando o "melhor conjunto musical" do sul do Brasil: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, estados onde se apresentava, além de muitas apresentações na Argentina e Uruguai.

Assim, surgiram, já na onda do "rei do rock´n rol" Élvis Presley e dos The Beatles, grupos musicais que tocavam basicamente só rock, o ritmo que virara mania no mundo inteiro. A partir daí nasceu o primeiro grupo canoense "cover" dos The Beatles, "Os Malks" e, na mesma onda, o primeiro cover gaúcho do "rei" Élvis Presley, Saul Castro. Afora esses, o livro aborda com exclusividade a carreira de cantores, natos ou adotivos, de Canoas que gravaram discos e fizeram sucesso pelo Brasil, como Paulo Henrique com o seu inesquecível sucesso "Uma Lágrima". Registros, portanto, únicos e exclusivos.

Esse é apenas um brevíssimo resumo do que trata o meu livro "NO TEMPO DA CUBA-LIBRE".

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Saul Castro, o primeiro gaúcho "cover" do "rei do rock´n roll" Élvis Presley

Luiz Vilmar Castro ou Nenêgo de blusa azul e no centro, dando autógrafos à fãs, Saul Castro, o "cover" do "rei do rock´n roll" Elvis Presley. 
Saul Castro, foi o primeiro "cover" gaúcho do "rei do rock´n Roll" Élvis Aaron Presley, nos anos 80.
O então jovem Saul Castro, canoense nato, que foi um dos integrantes da banda "Grupo Acapulco", ex-Os Capetas e do ex-The Cats, surgidas no bairro Rio Branco, em Canoas, foi o primeiro gaúcho que se tem notícia a se apresentar como "cover" do "rei do rock´n roll" Elvis (Aaron) Presley, com costeletas e cabelo à la "king" e uma fisionomia natural que lhe dava uma boa semelhança com o "rei". O "Élvis Presley Cover" era sempre acompanhado em seus shows por seu irmão Luiz Vilmar Castro, também conhecido como Nenêgo, que tocava guitarra base, e que pertencia também à banda "Grupo Acapulco".

Conta a filha Sônia que falar do pai Saul Castro ou Raul (seu pseudônimo) “me leva a uma nostalgia dos meus tempos de  adolescente,  quando meu pai Saul, que desde os oito anos de idade já tocava violão, que seu sonho era como o de qualquer menino. Talvez um sonho de Ícaro, um sonho que poderia ter sido realizado. Mas era mais um menino despertando para  um dom que Deus lhe deu, e que a vida não o deixou realizar. Já adolescente  Saul tocava nas festinhas e nos bailes de uma comunidade chamada Rio Branco. Talvez mais um rio de sonhos e de realizações”.

Saul Castro gravou algumas músicas em fitas cassete, em 1980. Casou com uma filha de imigrantes italianos, que vieram da Cicília com quem teve duas filhas: Sônia e Soraia. Sua meta era ser um cantor popular, pois já era conhecido como o Élvis de Canoas. Além da música Saul gostava muito de sua avó Otília e de seu irmão  Luiz Vilmar, que fazia questão que o acompanhasse nos seu show tocando guitarra base. 

"Talvez se o seu pai Manuel não o tivesse abandonado, assim como a seus irmãos, ele teria sido uma pessoa mais feliz. E mesmo assim, diante de tantas decepções que a vida lhe trouxe, sempre foi uma pessoa alegre, de espírito jovem. Sua vida era a música e ele só queria ser alguém que pudesse se destacar no mundo da música através de sua bela voz. Estão guardadas algumas músicas que ele já tinha composto. Mas infelizmente morreu no dia 28 de  janeiro de 1982, aos 42 anos de idade", revelou a filha Sônia.


Saul Castro, sem dúvida, foi o primeiro e talvez o melhor "cover" gaúcho de Élvis Presley até janeiro de 1983, quando falceu, com 42 anos. Saul Castro nasceu no dia 8 de junho de 1941. Teria sido casualiadade, já que o "rei do rock´n roll" Élvis Aaron Presley, que nasceu no dia 8 de janeiro de 1935, faleceu, no dia 16 de agosto de 1977, também com 42 anos de idade?

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Anos 60 e os grupos Acapulco, Os Capetas, The Cats e o Musical Túnel do Tempo

Grupo Acapulco 1980: Serginho (ex-Pinguins, baixo), Telmo (guitarra solo e vocal), Luiz Vilmar (guitarra base e vocal) e Kiko (percussão).
O grupo Acapulco, que surgiu no Bairro Rio Branco, em Canoas, se apresentava com repertório da Jovem Guarda. Adilson Robert, cantor contratado depois, iniciou sua carreira na mesma década e, além de ter sido um dos primeiros a interpretar músicas da Jovem Guarda, era dono de uma belíssima voz e conhecia a maneira de vocalizar e, assim, passava essa técnica aos jovens da época que também queriam se tornar cantores como Renato e Seus Blue Caps. Adilson Robert faleceu em 2002, deixando um vácuo na música como excelente intérprete. A primeira apresentação foi numa festa do Instituto Pestalaozzi, de Canoas.
Integravam "Os Capetas" em 1967: Joi Luiz Barbosa (bateria), Zé Suiça (baixo), Luis Carlos (guitarra solo) e Luiz Vilmar Castro (Nenego - guitarra base), foto tirada em Morretes, então no 2º Distro de Santa Rita, que pertencia a Canoas. 
Nos anos 60, com a participação de Luiz Vilmar Castro e mais alguns ex-companheiros fundaram, no bairro Rio Branco, em Canoas, "Os Capetas", fundado por Luiz Carlos e Luiz Vilmar Castro (Nenego), ex-"The Cats". Em razão das dificuldades financeiras em adquirir os instrumentos, Luiz Vilmar Catro, que trabalhava também como marceneiro, passou a fabricar os próprios instrumentos da banda que aptara pelo esilo rock instrumental.

A Banda "Os Capetas" se apresentou em eventos e bailes no Clube Juventus, Cifane, Sociedade Canoense de Caça e Pesca, Sociedade Beneficiente e Cultural Rui Barbosa e Grêmio Esportivo Niterói, entre outros.
O Grupo Os Pinguins formado por Sérgio Santos (baixo), Geci (guitarra base), Nélvio (guitarra solo), Victor (vocal) e Joelci (bateria), se apresentando na TV Piratini, Canal 5, de Porto Alegre.
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sábado, 16 de outubro de 2010

Leandro Finger: Um canoense que fugiu do lugar comum e optou pela "country music"

Leandro Finger em dois momentos de suas múltiplas apresentações em bares, feiras e eventos diversos, mostrando a sua versatilidade e talento com o violão e a harmônica.
Leandro Finger ensaiando com seu violão e sua harmônica para tocar e interpretar as músicas de raízes.
Leandro Finger, considerando-se a època, era um jovem músico-cantor que não se portava como em lugar-comum. Seu estilo e sua personalidade de profissional da música o levaram para o gênero "music country", enquanto os cantores e grupos musicais estavam voltados à mesmice, ou seja, tocando o que o rádio e a televisão ditava: músicas com certo romantismo, o pagode e a chamada "sertaneja" a brasileiro. Mas Leandro optou pelo gênero em que o grande nome foi Hank Willisms, autor do clássico "Jambalaya" (magistralmente interpretada pela menina, então de 12 anos de idade, Brenda Lee) maneira de ser ou de fazer de Willie Nelson e John Dever, ambos tidos como as lendas da "music country" e mais Frankie Laine, Bob Dylan, Johny Cash, George Jones, Jimmy Hendrix, entre outros. E foi optando por essa maneira de ser e de fazer que se firmou entre um público jovem, porém diferente na maneira de ser e de curtir música. Assim se tornou um músico-cantor aplaudido e requisitado por estar fora da "vala-comum" o que o fez atração em eventos e contratos para apresentações em bares, feiras, eventos diversos e inaugurações. Para ilustrar a tendência musical eleita pelo jovem Leandro Finger, cabe a explicação do que significa "music country", que é o mesmo que "música do interior": um estilo de música popular originalmente encontrada  no Sul dos Estados Unidos, e nas montanhas dos Apalaches por volta dos anos 40, enquanto que suas raízes são as músicas folclóricas tradicionais, a música celta, os blues e a música gospel. Mas o termo original e precedente era "music hillbilly", que se pode traduzir para "música caipira". Como os termos soavam degradantes, passaram a denominar esse gênero musical com o termo "Country and Western": traduzindo para o português: "Sertaneja e do Oeste". A capital estadunidense da música do interior ou "country" é Nashville, Tennessee.

Eu o conheci como músico-cantor, que usava três importantes instrumentos: violão, voz e harmônica, no "Bauru 1", que existia na rua Dr. Barcelos, esquina rua Luiz Possebon e depois no Restaurante Coqueiro, na Dr. Barcelos, em frente ao Forum da Comarca de Canoas. Eu já curtia o gênero "music country" e passei a admirar o jovem Leandro (então sem saber que era filho do meu amigo Paulo Osni Finger) pela opção musical que fizera. E, assim, sempre que dispunha de tempo ia a ambos os locais, fundamentalmente, para curtir, musicalmente, o jovem de estilo "cow-boy", mesmo sem nunca trajar como os famosos mocinhos do "western" amercicano, cujo talento e sensibilidade musical de violonista e harmonista herdou, por certo, do pai. Interpretava a "music country" como se único, apesar da influência dos renomados da "music country" norte-americana como me revelara numa certa noite no Restaurante Coqueiro.

Filho do músico Paulo Osni e de Áurea Vargas Finger, ele criador do "OF e Seu Melódico" e do "Show Musical Caravelle", em parceria com José Carlos Lindeburg (o Escovão), Leandro nasceu e cresceu ouvindo o pai tocar violino e violoncelo, além de toda a movimentação em torno dos conjuntos. Do pai herdou a habilidade e a sensibilidade para a música, porém optou por um estilo musical diferente, fora do comum ou habitual à época. Insistiu, persistiu e se fez reconheido e admirado.

Assim, se apresentou, como contratado, em diversas casas noturnas, como bares e restaurantes, de Canoas, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Esteio, São Lepoldo, Novo Hamburgo, além de eventos especiais em Gramado, como o Festival de Inverno de 1999, Gramado Móvel Show 1996/97 e o 8º Festival de Turismo de Gramado de 1996, e na ExpoAgas 1996, além de apresentações na capital catarinense Florianópolis e de bares noturnos nas praias, nas altas temporadas, o contratavam, como em Imbé, Mariluz e Tramandaí, onde mostrava seu talento e animava as noites por longo tempo.

Seu talento e sensibilidade musical o fez um instrumentista em três categorias: voz (cantando), violão e harmônica. E hoje, como muitos outro exemplos, deixa um hiato na boa música.

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A história dos conjuntos "Os Múmias", "Beat Machine", "Inovação" e de Norberto Prado

1968 - Início dos Beat Machine, no salão paroquial da Igreja Imaculada Conceição, no bairro Rio Branco: Eloy (bateria), Norberto Prado (guitarra), Rubens (baixo) e Charles ou Carlos (guitarra base).

"Os Beat Machine", em 1970, na Sociedade Unidos do Bairro Rio Branco: Norberto Prado (solo), Carlos (guitarra base), Elizeu (baixo) e Carlinhos (bateria). 
Conforme ralatos do fundador e guitarrista Norberto Prado, foi em 1968, que a carreira teve início com a formação do conjunto "Os Múmias", que tinha como diretor Jair Teixeira, e a seguinte formação: Norberto Prado - guitarra solo, Rubens - baixo, Eloy - bateria e Charles ou Carlos na guitarra base. O grupo se formou de alunos do Ginásio Estadual Álvaro Moreira, na Vila Rio Branco, hoje promovido a bairro.

Na seqüência criaram o conjunto "Beat Machine", em 1970, também surgido no bairro Rio Branco, e que era integrado por Norberto Prado (guitarra solo e vocal), Mário Valejo ou Peninha, goje conhecido como "cover" do Roberto Carlos, como "cronner"; Charles na guitarra base, Eloy na bateria e Elizeu Jardim no baixo.
1974 - O Conjunto Inovação: Peninha (hoje cover do Roberto Carlos), na bateria; Norberto Prado, cantor; Zé, na guitarra; Bira Brasil, nos teclados; Dennis, na guitarra base e Amaro no baixo. 
A partir de 1972 surgiu o Conjunto "Inovação", cujo diretor era o Breno e tuinha como integrantes: Bira (Paulinho) no teclado; Peninha na bateria (atualmente fazendo sucesso como "cover" do "rei" Roberto Carlos; Norberto Prado no baixo e Zé na guitarra solo. O "Inovação" foi, sem dpuvidas, um dos melhores conjuntos jovens dos anos 70.

Depois Norberto Prado, que nasceu no dia 08 de maio de 1954, como conta, passou a fazer carreira solo tocando piano e teclados e, profissionalmente, tocou em boates de renome como a "Gruta Azul", "Carandache" e "Madrigal", e inclusive, por longo tempo, na Sala VIP do Aeroporto Internacional Salgado Filho, onde trabalhou por 16 anos consecutivos com o show intitulado "O Som do Aeroporto", todos locais em Porto Alegre, incluíndo em seu repertório musical, canções de sucesso internacional dos anos 50 aos anos 80, passando pela Jovem Guarda e a onda nascida com o Movimento Hoodstock, despontando um estilo de música extremamente dançável e popular, mesclada com a combinação do jazz acelerado com uma forte e intermitente batida do rock. Era o tempo das discoteques ou discôs e do surgimento do filme "Embalos de Sábados A Noite" (Saturday Night Fever), estrelado pelo ator italiano, que se tornara uma éspecie de ícone da época. Nesse estilo despontava mundialmente, Donna Summer, Gloria Gaynor e Diana Ross e do grupo Bee Gees, que gozava do pico da popularidade.

Além desse locais onde se apresentou profissionalmente, atuou, ainda, na Pizzaria Sacy (no Estádio Beira-Rio), Churrascaria Mosqueteiro (Estádio Olímpico), Clube do Comércio, Shopping Rua da Praia e no Hotel Laje de Pedra, em Canela-RS.

Nesse intemezzo, Norberto Prado acompanhou cantores do primeiro naipe da música nacional, como Agnaldo Rayol, Jerry Adriani, José Augusto, Adriana, Biafra, entre outros.
O pianista e tecladista Norberto Prado, em fevereiro de 2000, quando trabalhava no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Foram 16 anos consecutivos animando os passageiros.

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os Covers dos Beatles: Malks, Os Mísseis, Os Bravos, Manifesto, Tokeloko e Traveling Past Band

"Os Malks", primeiro grupo cover dos The Beatles, de Canoas, em 1965, tinha esse primeira formação: Cézar Zica (bateria), Aérnio Penteado, o Zé (base), Paulo Armando Venhofen, o Paulinho (baixo) e Davi Garcia Neto (solo). 
"Os Mísseis", segundo nome da banda cover dos The Beatles, em 1968, que se apresentou no Canoas Tênis Clube, tinha a seguinte formação: Aérnio Penteado (o Zé), Paulo Armando Venhofen (o Paulinho), Luiz CArlos Venhofen e Davi Garcia Neto.
Tudo teve início nos final do ano de 1965, início do verão, quando Paulo Armando Venhofen, seu irmão Luiz Carlos e um vizinho da Rua Silva Paes, em Canoas, estavam sentados e recostados num muro, enqunto uma vizinha escutava em seu quarto, a todo volume, um disco dos The Beatles. Nunca me esqueço, revela Paulinho Venhofen, a música que ela ouvia: "A Hard Day´s Night". Se aproximaram do quarto da jovem, que logo apareceu dizendo, como que premonizando: "Olha aí gurizada! Isso é que vocês dev em fazer. Montar um conjunto e tocar essas músicas". A jovem passava o dia inteiro ouvindo aquele disco e repetia: "Eles (The Beatles) são demais!".


"Apartir daquele dia passamos a nos interessar na possibilidade de montar um conjunto. Assim, começamos a buscar informações em revistas, jornais e nos discos, o que era muito mais difícil", revela o Paulinho. "Devido a esse interesse, dessa procura, acabamos encontrando uma pessoa que muito nos ajudou: era o Plauto Paim, que já tocava na banda "Os Eremitas" com seu irmão o Bibica. Acho que essa foi a primeira banda de rock de Canoas, pois me lembro que eles tocavam na Casa de Chá São Luiz", então na Galeria São Luiz, a primeira de Canoas (a casa pertencia à família Ghisleni, que morava na rua Vasco da Gama e quem geralmente atendia o pessoal era o filho Sérgio, que mais se dava com a gurizada da época).


Decidido, Paulinho buscou amigos que sabiam ou tinham vontade de tocar algum instrumento, como bateria, baixo, solo, base e sem muita delonga tudo foi resolvido, pois procuraram em cada um dos integrantes da nova bada a boa vontade, a determinação e quem tinha mais facilidade de aprender um determinado instrumento. Assim, ficou decidido: o Davi Garcia Neto seria o solista, Paulinho o baixista, Luis Carlos Venhofen o baterista, mas faltava o guitarra-base. E assim descobriram outro vizinho, o Aérnio Penteado, ou Zé Aérnio. Falta, então, a aquisição dos instrumentos, e naquele tempo não tinha as facilidades de mercado que existem hoje, especialmente em Canoas, onde não havia uma só loja de equipamentos musicais. Descobriram que na rua Alberto Bins, em Porto Alegre havia a loja "A Marocke" e quem os atendeu foi um rapaz de nome Carlinhos, também músico, que juntamente com o Mitch Marini Gelson Schneider formavam a banda "O Bizarro". No bairro Partenon também encontraram uma fábrica de guitarras "Mil Sons", que depois passou a se chamar "Martins Sons", cujo dono era o "seu" Adão que lhes fez bom preço. Mesmo com instrumentos sem a melhor qualidade técnica, mas compatível com os recusos do grupo, já que os Gianini, Sonelli, Beger, Phelpa, etc, eram superiores, inclusive no preço. Mas como a vontade de tocar era tanta e a grana curta, toparam ficar com os instrumentos da "Mil Sons", pois assim já podiam começar os ensaios, já que a vontade de tocar era quase que incontrolável. Fizeram aulas práticas com o amigo e professor Plaulo Paim que, de imediato, ensinou-lhes três músicas básicas, e só soladas. Ensaiavam todos os dias, assim o grupo ficou tão afinado que logo começaram a participar de eventos.


O Plauto Paim organizava, no Colégio Maria Auxiliadora, ou "Colégio das Freiras" como também era conhecido, uma reunião-dançante com música ao vivo. Coisa rara até então - uma quebra de tabu -, pois que na maioria dos casos esse tipo de festa jovem eram realizadas nas salas das residências ou nas garagens e com toca-disco ou vitrola, que rodava somente os "bolachões" ou CDs de vinil. Além de "Os Malks", que muitos confundiam com "Os Mísseis", nome esse que só foi adotado pelo grupo tempos depois, tocaria na dita reunião "Os Eremitas" do próprio Plauto Paim, esse, provavelmente, o primeiro conjunto de rock que surgiu em Canoas; "Os Mugs" dos irmãos Celso e João Carlos Orsi, e "Os Cabeludos de Esteio", já que a banda esteiense, liderada pelo Índio, não tinha ainda sido batizada com um nome.


Antes de "Os Malks" se apresentarem para um grande público, como foi o da reunião-dançante do "Colégio das Freiras", eles já haviam tocado em festinhas de aniversários na vizinhança e para parentes, inclusive no aniversário do primo do Davi Garcia, um dos integrantes do conjunto, o Anaulpa, irmão do Ajax. A festa, conforme os comentários, bombou ainda que com um repertório de apenas 15 músicas, basicamente de Os Incríveis, The Jet Blacks e The Jordans, conjuntos nacionais de grande sucesso à época, e principalmente músicas do grupo estadunidense The Ventures, formada em 1958 e que gravou "Hawaii 5-0", que virou trilha sonora de um seriado policial norte-americano com o mesmo nome e que ficou no ar por 12 temporadas, de 1968 a 1980. Muito dos então jovens dos anos 60 hão de lembrar, naturalmente. O sucesso foi óbvio, pois tudo era novidade: o som, as guitarras e tudo ao vivo. E o esquema para que a festa não acabasse logo, naturalmente, primeiro se apresentava "Os Malks" com seu pequeno repetório, no intermezzo som na vitrola com os "bolachões rodando na eletrola e no final voltava o grupo com interpretações ao vivo e o mesmo repertório. Ninguém estranhava e nem achava ruim porque era tudo novidade ... e da boa.


Um detalhe que é importante ressaltar: se observarem bem nas fotos as roupas com que os jovens se vestiam no anos dourados e diamantinos, e não havia calças jeans ou brim coringa, essa fabricada pela da São Paulo Alpargatas, geralmente na cor cáqui. O brim coringa virou uma quase coqueluche por ser resistente, pois até mesmo os uniformes da maioria dos colégios, para os meninos, usavam o brim coringa na cor cáqui como uniforme. Assim, o Externato São Luiz (com Z mesmo), a camisa azul marinho com o dístico no centro do peito e calças de brim na cor cáqui. O mesmo era usado pelo colégio Estadual Marechal Rondon, só que a camisa era branca, se não me falha a memória de tergal. Foi uma época em que todos, inclusive os jovens, usavam roupas talhadas por alfaiates ou calças e camisas compradas em lojas de pret-à-porter, porém de tecidos diversos. E até mesmo em dias de semana andavam de terno e gravata e os sapatos mais limpos possível e brilhantes. Muitos optavam pelo sapato de verniz que não exigia tanto esmero e zelo, porque mantinha automaticamente o brilho ... e o capricho. Era chique e revelava capricho, coisa que as meninas da época - hoje são tratadas de minas - observavam nos menores detalhes. Então, para uma paquera ou uma conquista ou até mesmo merecer a atenção das garotas, estar aprumado era indispensável. Fazia parte da etiqueta masculina na época.
1966 - O grupo que assustiu os "covers" dos The Beatles surgirem em Canoas: Vera Sienko, Paulo, Sérgio, Rosane, Paulo Armando Venhofen (o Paulinho), Gi, Marisa, Davi Garcia Neto e Luiz Carlos Venhofen, em Canoas.
Bem, resumindo "Os Malks", que no letão diz ser "golada" ou "bocado, mordisco, sorbo, trago"; mesmo sem o baterista original Luiz Carlos Venhofen, mas improvisado com o Cézar Zica, colega do Externato São Luiz ou "Colégio dos Padres" como era chamado pela grande maioria do alunos e não-alunos, fez o maior sucesso, tanto entre os estudants do "Colégio dos Padres" e especialmente entre as meninas do Colégio Auxiliadora. Dos ensaios para esse evento ficou apenas uma foto como registro, solicitada pela dona Érica Penteado, mãe do Zé Aérnio, mas que não temos para fazer, aqui, o devido registro histórico.
Pois, naquele tempo dos anos dourados e diamantinos, mesmo nas reuniões em casa de famílias, havia a preocupação, tanto dos rapazes como das meninas, de uma boa e discreta produção. Era raro se ver algum rapaz numa festa dessas, ou mesmo tempos depois nas "soiréss-dançantes" nos clubes, sem estarem corretamente trajados de terno e gravata e os sapatos devidamente polidos, brilhando, enquanto as garotas, com maior discrição ainda, se produziam que o que havia como o "dernier cri" ou o "último grito" na moda. E tempos depois já adotando a tão combatida e rejeitada, pelos pais, "mini-saia". Os penteados, ainda que hoje possam parecer caretas, absolutamente fora de moda, era um dos detalhes que as meninas mais se preocupavam. E aí a preparação com bobs e depois dê-lhe laquê prá garantir o penteado até o final da festa, enquanto que no rosto o ruge e batom, que davam um realce de mais sensualidade às já sensuais garotas. Na reunião, era rotineiro se ver a maioria dos jovens tímidos, à espreita de uma oportunidade para dançar com a garota eleita por cada um dos rapagões, que formavam como que um círculo à beira da pista à espera da tão sonhada oportunidade de poderem dançar, de rosto colado, obviamente, mesmo que sob os constantes e vigilantes olhares das mães.
"Os Mísseis": Paulo ARmando VEnhofen (o Paulinho), Aérnio Penteado (o Z´r) e Davi Garcia Neto.
"Os Mísseis": Jacaré, Grego, Paulinho Venhofen e Norberto de Carli e ao centro o craque Paulo Roberto Falcão, que anos depois, a parir de 1983, viria a se tornar, além de um dos maiores ídolos do Sport Club Internacional e do Brasil,  "L´ottavo Rè di Roma".
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

The Cleans: Um grupo canoense da Jovem Guarda

Grupo "Os Cleans", surgido em Canoas nos anos 60, depois segiu para o Rio onde gravou Cds (vinil) e participou de diversos programas de repercussão nacional, como a "Jovem Guarda", pontificado pelo "rei" Roberto Carlos, o "tremendão" Erasmo Carlos e a "ternurinha" Wanderléa e "O Bom" , comandando pelo cantor Eduardo Araújo. Na foto do "Acervo Particular Xico Júnior",  a primeira formação: Santamaria, Soneca, ..., Zé e Nei Cardoso.
O grupo The Cleans, ou Os Cleans, iniciou a sua trajetória em Canoas, ainda na década de sessenta, onde animou muitos bailes e soirées dançantes, freqüentadas pela juventude dos anos diamantinos no Clube de Bolão Gaúcho, Sociedade Canoense de Caça, Pesca e Tiro, Grêmio Esportivo Niterói e outros mais. Depois, visando galgar sucesso, rumou para o centro do País.


  Em 1966 o grupo venceu a fase regional do concurso Primeiro Encontro Nacional da Jovem Guarda e classificou-se para a grande final realizada na TV Record, de São Paulo, ficando em segundo lugar. Na capital paulista passaram a acompanhar vários artistas em shows e em seguida foram contratados pela TV Excelsior - Canal 9 para atuarem no Programa "O Bom", comandado pelo cantor Eduardo Araújo. E em 1967 gravaram seu primeiro disco no selo Pauta.

Os Cleans foi um dos primeiros grupos do Rio Grande do Sul a introduzir o vocal em suas apresentações e o pioneiro na utilização da guitarra com alavanca, entretanto, a trajetória em São Paulo foi realizada com dificuldades. A formação original foi: Zé, Vasques (canoense), Nei CArdoso (canoense), Carlos Roberto e Paulo no sax, em seguida Tony Osanah, (dos Beat Boys) que ficou alguns meses. O conjunto sofreu várias alterações. Em 1968 teve início a formação mais duradoura indo até 1971: Zé, Vasques, Ney Cardoso, Carlos Roberto e Lairton. Gravaram dois compactos na RCA Victor: Chick - A- Boom, em 1968, e Nova Geração, em 1969. Participaram dos programas: "Almoço com as Estrelas", "Astros do Disco", e "Jovem Guarda", entre outros. Acompanharam o Hermes de Aquino no IV FIC (Festival Internacional da Canção) e também a cantora Laíz Marques em "Sala de Espera".
Chick-A-Boom - 1968

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Edemir Giacomelli e o show "Il Cuore È Un Zingaro"

Setembro de 2001 - Edemir Giacomelli se apresentando no Festival Intrnacional "Oscar Della Musica!", em Roma, Itália.
Junho de 2002 - Edemir Giacomelli quando venceu a "13ª Cantoria Italiana", em Serafina Correa.
Edemir Giacomelli integrante da Comissão da festa "Notte Italiana" e como atração-show na edição de 1994.
CD "L´Italiano:; Suona Chitarra - Abruzzo in Fiore - Io Canto - Ti Voglio Tanto Bene - Romagna Mia - Mattinata - Una Domenica Italiana - L´Italiano - Belinda - Se Perdo Anche Te - La Montanara - Nessunn Dorma - Calabrisella Mia e Quattro Cavai Che Trottano. E ao lado na capa da Gazeta de La Stampa, quando da sua participação no Festival Internaional "Oscar Della Musica", na Itália.

O cantor romântico Edemir Giacomelli, taurino natural de Canoas-RS, passou a infância na serra gaúcha e na juventude estudou música na OSPA - Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e concluiu o curso de Ciências Contábeis.

Hoje Edemir Giacomelli, que é poliglota, pois fala fluentemente, além do português, o italiano, o espanhol, francês e inglês, se dedica exclusivamente à carreira de "cantante", depois de 25 anos ter participado do diversos grupos musicais do Estado, como o Show Musical Caravelle, Sound Machine, Força Total, Inovação, Expansão, Boinas Azuis, Evento e por último o Grupo Locomotiva, neste de 1991 até 1995.

A partir de 1998 Edemir Giacomelli decidiu pela carreira solo, se apresentando pelos três estados do Sul do Brasil, além de shows no Uruguai, Argentina e Itália.

Em 22 de setembro de 2001 participou do Festival Internacional "Oscar Della Musica", quando foi o grande vencedor interpretando "Cantare È D´Amore" (Amedeu Minghi), conquistando o primeiro lugar na etapa brasileira. Classificado, representou o Brasil na edição da grande final em Roma, Itália, no dia 5 de outubro, onde ficou classificado em terceiro lugar interpretando "L ´Imponderabile" (Mario Michelon). Além desse, Edemir Giacomelli participou também da "13ª Cantoria Italiana", dentro do Fest´Italia, a Semana Italiana do Rio Grande do Sul, realizado no dia 10 de  julho de 2002, em Serafina Correa, se apresentando com amúsica "Perchè", quando mais uma vez foi o grande vencedor.

Em seus múltiplos shows em grandes eventos, além das comemorações das empresas, tem sido contratado para eventos como a Festa da Uva, Fenavinho, Festi Queijo, Fenachamp e Expointer, entre outros, Edemir Giacomelli, cujo nome completo é Edemir Giordani Giacomelli, se apresenta como "cover" de grandes cantantes internaionais, como: Amedeo Minghi, Eros Ramazzotti, Giani Morandi, Nico Fidenco, Júlio Iglesias, Élvis Presley e Frank Sinatra.

Em seus shows Edemir Giacomelli se apresenta acompanhado pelo excelente tecladista e maestro Roberto Duarte e quando necessário, em shows de maior público, se faz acompanhar da sua "Banda EG 4", como no seu atual show intitulado "Il Cuore È Um Zingaro".

Depois de 38 anos de carreira, sendo 25 como "crooner", e sete de carreira solo, Edemir Giacomelli decidiu gravar seu primeiro disco, o CD "L´Italiano", todo com músicas italianas, já que fala e canta com uma peronúncia incorrigível. Aliás, um disco que tanto pelo aspecto técnico, vocal, interpretativo e de seleção musical merece as melhores referencias. E para breve estará lançando o seu segundo CD, ainda não totalmente definido quanto ao estilo de músicas.

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Contatos para a contratação do cantor Edemir Giacomelli poder ser feita via Fones: (51) 3477-0656 e 9139-5104 ou pelo e-mail: edemirgiacomelli@yahoo.com.br
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Laco: outro cantor canoense que faz sucesso na noite
Capa do primeiro Cd "Identidade", do cantor Laco Bassualdi.


Laco, cujo sobrenome é Bassualdi, é um cantor, compositor e instrumentista que há bom tempo vem animando a noite de Canoas e que já conquistou um público musicalmente exigente com suas belas interpretações, acaba de lançar o seu primeiro CD "Identidade", com as seguintes 11 músicas: Telhado de Vidro - Violência - Olhos Cegos - Mulher Proibida - O Que eu quero Prá Nós - Palavras Amargas - Enganos - Longe de Você - Identidade - Sonhos e Como Explicar.


Laco iniciou sua carreira na década de 80, direcionando-a ao entretenimento do público em locais da noite e em eventos sociais e culturais. Como intérprete e compositor participou de diversos festivais, destacando-se como finalista da 8ª, 9ª e 10ª edição do Festival de Música de Porto Alegre. Como todo artista que alcança lugar de preferência junto ao público, Laco, com sua habilidade musical, onde une a inspiração com o talento de cantor e instrumentista, já se apresentou para grandes públicos em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, além, naturalmente, de Canoas, participando e eventos de envergadura como Feira do Livro de Porto Alegre, Artes nos Trilhos, Fenakiwe, Festqueijo, Mostra da Música de Canoas, na primeira e segunda edição, Femúsica, entre outros tantos.


Laco, que gravou o CD "Sede dos Seres", cuja canção "Enganos" integra a programação da Rádio Atlântida FM, de Portugal, já foi reconhecido, por sua importância no contexto musical de Canoas, com o prêmio "Destaque Musical do RS", promoção que leva o sigbo de Acácio dos Santos Produções. O musicista e intérprete Laco já gravou Cds de demonstração, como: "Laco canta Raul Seixas", "Laco interpreta Zé Ramalho e "Projeto Bares, 1, 2 e 3". 


Além de se apresentar como um artista de carreira solo, Laco se apresenta também com sua Banda "Pure Pop".
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dante Ramon Ledesma: "Que Meu Canto Sirva Para Alguma Coisa"




Dante Ramon Ledesma nasceu em Rio Cuarto na província de Córdoba, Argentina, naturalizado brasileiro desde 1978 e residindo no bairro Rio Branco, em Canoas-RS, há mais de 31 anos, e admite que não sai da cidade por nada: "Já recebi várias propostas para morar fora do País, mas não pretendo sair de Canoas", declarou em sua entrevista exclusiva concedida à Gazeta de La Stampa, em 2003.


Casado com Norma Beatriz Ledesma, desde 1976, com quem tem um filho, Maximiliano Ledesma, hoje seu parceiro e ritmista, Ledesma retornou para a Argentina, onde permaneceu por dois anos. E quando voltou para Canoas, em 1978, sabia que era para ficar para sempre.


Cantor desde os cinco anos, estudou violão e canto coral dos 12 aos 21 anos, formou-se em Sociologia pela Universidade de Córdoba, antes de ser perseguido politicamente. Jovem integrante da ONG Carismáticos, de origem católica, venceu no famoso Festival de Cosquin, na categoria juvenil, com a canção Memória del Che. No ano de sua naturalização, a ditadura civil-militar argentina perseguiu todos aqueles que militavam na juventude carismática, dando-os como subversivos. Desde então Dante Ramon Ledesma, que começava a aparecer no canto popular argentino, vive em Canoas, no Rio Grande do Sul. Em 1991, no Festival Acordes Cataratas de Foz do Iguaçu, foi finalista com a música A Vitória do Trigo. Hoje, este mesmo tema passa em seis países da Europa como a canção mais representativa para as famílias sem-terra latinoamericanas. Outra, de autoria de Fernando Alves e Alberto Zanatta, América Latina, que invariavelmente toca em todas as suas apresentações, é um brado à consciência crítica e união entre os povos explorados da Latino-América. Ledesma havia abandonado a música, porém depois de cinco anos, em 1983, retoma a carreira, então já morando em Canoas-RS, de músico solista. E, em 1984, participa pela primeira vez da 5ª Tertúlia, de Santa Maria, com a música Orelhano, sendo considerado a grande revelação do festival. No mesmo ano vence a 14ª Califórnia da Canção, de Uruguaiana, com a música O Grito dos Livres, o que gerou uma polêmica, pois muitos desejavam que fosse proibida a participação de cantores com sotaque em festivais. "Às vezes as pessoas procuram estudar, praticar esportes ou viajar, como fiz em boa parte da minha vida, mas vale o que é mais simples, e aí tu te dá conta que a tua inclinação é pela arte", assim Ledesma revela como a música acabou se tornando o toque principal de sua vida. Revela, ainda, que tinha uma necessidade muito grande de estar integrado a um povo e a um público. "E isso aconteceu quando eu tinha 30 anos de idade. Aí me dei conta que, para fazer música, tinha que ser uma coisa séria, altamente coerente com aquilo que se faz e se diz".
Dante Ramon Ledesma ensina que o cantor não pode ser reversível a propostas de gravadoras e críticas: "Na música e na literatura quanto mais sejas tu, mas perto de ser músico ou escritor se está". Por outro, Ledesma define sua música como folclórica universal e nega que ela seja de protesto, como muitos pensam: "Muitos tentaram usar minha música por acharem que ela é de protesto, mas eu não acho", explica. Mas há que ser consciente nesse momento, e classificar a música e a atuação do cantor-músico Dante Ramon Ledesma como uma forma e uma performance de conscientização. E ele explica mais: "É uma grande mentira pensar que há música de direita ou de esquerda, porque o pentagrama e as notas musicais são universais para todo o mundo".


Já com dez anos de carreira gravou seu primeiro LP (long play) no palco do Castelinho, música que recebeu de presente de um amigo, que foi muito mais do que um abraço, a música Orelhano, esta presenteada pelo amigo Mário Eléu da Silva. Depois, um amigo do Alegrete, radiacado em Porto Alegre, lhe sugeriu: "quem sabe gravamos Orelhano num LP", E Ledesma, refletindo, concordou: "porque sabíamos que em dois ou três segundos havia uma vida na frente e uma responsabilidade de cantar". Ao gravar Negro da Gaita conheceu um "grande colega e um extraordinário cantor. Muitas vezes ninguém nota, mas eu choro no palco muitas vezes. Nesta noite em que me passou a letra dessa música e mais uma outra eu disse: sei porque ele faz tremer nos festivais com sua humildade e com sua gentileza, e a ele quero lhe dedicar essas músicas".


Ledesma arriscou tudo: vendeu o carro, juntou dinheiro e foi gravar seu primeiro disco, independente. Assim, trocou tudo, a sociologia e a psicologia, pela música. E com o disco "Orelhano", gravado em 1984, conquistou o seu primeiro Disco de Ouro, com mais de 190 mil cópias vendidas, este foi o primeiro disco produzido e gravado independente a ganhar tal distinção. "No começo, disse Danta Ramon Ledesma em entrevista exclusiva à Gazeta de La Stampa, ninguém acreditava, mas eu acreditei e ainda acredito muito". E assim, acbou se tornando conhecido não só no Brasil, mas em toda a América Latina, e hoje seus discos são editados em 18 países. E seu mais famoso e retumbante show A La Paz e a Quien Lucha Por Ella foi realizado mais de 1.400 vezes no Brasil e em mais quatro países latinos, a partir de 1984, sendo que mais de 300 deles com caráter beneficente.


Dos vários músicos e poetas que admira, Dante diz que só tem um grande inspirador: Rudecindo Ledesma, seu pai. E justifica, não conseguindo esconder a emoção ao falar no seu pai: "Ele viveu na época revolucionária, foi muito amigo de Ernesto "Che" Guevara, e é uma pessoa simples e objetiva. E muitas vezes discutimos coisas como os menino de rua do Brasil". E complementa: "Meu pai acha possível que um dia não existam mais crianças nas ruas. Ele diz que se tu colocar na tua luta que vai brigar por isso também, então é possível". E revela, ainda, que seu pai sempre foi muito positivo, que nunca acreditou no fracasso e, assim, seu lema sempre foi: "Enquanto você está de pé é possível".


Além de seu pai Rudecindo, que lhe inspirou a escrever, outros dois homens que admira, e tem algumas idéias como base, são Ghandi e "Che" Guevara. E como filosofia de vida Ledesma diz que "temos que ter certeza de algo. Que se cantamos deve ser por alguma coisa, se escrevemos dever ser por isso. Assim, deve-se ter uma meta, porque ninguém que luta vai descobrir nada sem existir uma meta", ensina, enquanto diz que a sua meta é que seu canto fizesse parte da realidade popular, ao menos no Rio Grande do Sul. E um dos projetos que sempre alimentou é poder cantar nas praças, gratuitamente, para todo o Estado e em todas as cidades e vilas. Então, que sirva seu canto para alguma coisa como é a sua proposta de vida.


Na sua carreira artística, já constam 19 discos gravados, entre LPs (vinil) e CDs (digital) e 3 DVDs. Em seu currículum profissional consta a conquista de nove discos de ouro e mais de três milhões e meio de cópias de discos vendidas. Sua biografia registra que, em mais de 30 anos de carreira, mais de sete mil espectáculos foram realizados em todo o Brasil e América Latina.


DISCOGRAFIA: A Vitória do Trigo - América Latina - Años - Baile da Minha Terra - Bibiana Sem Terra - Canción de Las Simples Cosas - Com Meu Sul - De Corazon - De Sexta-feira e Paixão - Desgarrados - Grito dos Livres - Guri - Has Amado Una Mujer Deveras - Indio do Uruguai - Lago Verde Azul - Lembranças - Negro da Gaita - O Último Beijo - Orelhano - Os Pássaros - Para um Regresso - Pealo de Sangue - Pensando Longe - Pra Não Dizer.Que Não Falei das Flores - Romance na Tafona - Sonhos na Calçada - Última lembrança - Um pito.



Dante Ramon Ledesma com o filho Maximiliano Ledesma no ritmo.
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